domingo, 12 de junho de 2011

11ª Semana - 06 a 09 de Junho

Olá a todos J
No decorrer desta semana realizaram-se vistorias a várias Escolas. No total efectuaram-se vistorias a 4 Jardins de Infância e 3 Escolas Básicas de 1º Ciclo. Verificou-se que os Jardins-de-Infância e as Escolas apresentavam alguns incumprimentos importantes de serem modificados, de modo a assegurar uma melhoria das condições dos locais em questão. Este tipo de vistorias tem como finalidade a avaliação das condições de higiene, segurança e saúde dos estabelecimentos de educação e ensino e, ao longo de cada visita é feito o preenchimento do formulário de avaliação presente na Circular Normativa da DGS n.º12/DSE, de 19/11/06, (Anexo II).
Importa claramente efectuar com periodicidade este tipo de vistoria, uma vez que a escola, constitui um espaço seguro e saudável, facilitando a adopção de comportamentos mais saudáveis, encontrando-se por isso numa posição ideal para promover e manter a saúde da comunidade educativa e da comunidade envolvente. É importante que todos estejam consciencializados de que a par do trabalho de transmissão de saberes organizados em disciplinas, à escola compete também educar para os valores, promover a saúde, a formação e a participação cívica dos alunos, num processo de aquisição de competências que sustentem as aprendizagens ao longo da vida e promovam a autonomia. (Portal da Saúde - http://www.min-saude.pt/portal).
Para garantir um bom funcionamento da escola nas áreas da segurança, higiene e saúde é necessário existirem profissionais, como os Técnicos de Saúde Ambiental, credenciados para realizar as vistorias com o intuito de avaliar possíveis erros que possam existir e que interfiram prejudicialmente no bem-estar físico, mental e social das crianças e de todos os que interagem com estas.
Na minha opinião é deveras gratificante realizar estas vistorias, pois a escola ocupa hoje em dia um papel primordial no desenvolvimento da criança, sendo nela que passam a maior parte do dia e onde aprendem, brincam, e também crescem. Importa apenas referir que o tipo de perigos que a escola por vezes contém não é visível para as crianças e desta forma, é crucial que a escola reúna boas condições de higiene, segurança e saúde para que as crianças cresçam em harmonia, aperfeiçoem a sua boa formação pessoal e desenvolvam o seu papel social na comunidade.
Legislação utilizada para os relatórios efectuados que posteriormente serão enviados para cada local vistoriado:
Ÿ  Decreto-Lei n.º 119/2009 de 19 de Maio que estabelece as condições de segurança a observar na localização, implantação, concepção e organização funcional dos espaços de jogo e recreio, respectivo equipamento e superfícies de impacte. Apenas de notar que este Decreto-Lei veio revogar o anterior Decreto-Lei n.º379/97 de 27 de Dezembro devido a terem sido verificadas lacunas, foi necessário alterar este último, adequando-o cada vez mais à realidade actual.
Ÿ  Decreto-Lei n.º 243/86 de 20 de Agosto, que aprova o Regulamento Geral de Higiene e Segurança do Trabalho nos Estabelecimentos Comerciais, de Escritório e Serviços.
No sentido de melhorar as condições de acessibilidades nas extensões do Centro de Saúde de Moura, temos vindo a realizar vistorias a todos os Postos de Saúde. Nesta semana efectuaram-se mais duas vistorias aos restantes Postos de Saúde que faltavam.
Na primeira vistoria verificou-se que não existia pelo menos um percurso, designado de acessível que proporcione o acesso seguro e confortável das pessoas com mobilidade condicionada entre a via pública, o local de entrada/saída principal e todos os espaços interiores e exteriores. Em termos da instalação sanitária denotou-se a inexistência de uma acessível a pessoas com mobilidade condicionada, os aparelhos necessários para estas pessoas podem estar integrados numa instalação sanitária conjunta para pessoas com e sem limitações de mobilidade, ou então caso exista possibilidade a nível financeiro pode-se proceder à construção de uma instalação sanitária específica para pessoas com mobilidade condicionada. Verificou-se também que as portas não apresentavam uma largura suficiente para uma cadeira de rodas circular, devem possuir uma largura útil não inferior a 0,77m, medida entre a face da folha da porta quando aberta e o batente ou guarnição do lado oposto. Por fim, os balcões ou guichés de atendimento não se encontram localizados junto a um percurso acessível, neste sentido devem estar situados numa zona livre que permita a aproximação frontal ou lateral, devendo também ter uma zona aberta ao público servindo para o atendimento com uma extensão não inferior a 0,8m e uma altura ao piso compreendida entre 0,75m e 0,85m.


Na segunda vistoria constatou-se que as portas deviam possuir zonas de manobra desobstruídas. A mesma situação se verificou neste local, em relação ao anterior, face à situação dos balcões ou guichés de atendimento pois não estão localizados junto a um percurso acessível, onde exista uma zona livre que permita a aproximação frontal ou lateral. O edifício devia estar dotado de pelo menos um percurso, designado de acessível, que proporcione o acesso seguro e confortável das pessoas com mobilidade condicionada entre a via pública, o local de entrada/saída principal e todos os espaços interiores e exteriores que o constituem. As portas de entrada/saída dos edifícios não possuíam largura suficiente para a passagem de uma cadeira de rodas, desta forma as portas de entrada/saída devem ter largura útil não inferior a 0,87m, medida entre a face da porta quando aberta e o batente ou guarnição do lado oposto.
Legislação utilizada para a realização desta actividade:
ü  Decreto-Lei n.º163/2006 de 8 de Agosto, que tem por objecto a definição das condições de acessibilidades a satisfazer no projecto e na construção de espaços públicos, equipamentos colectivos e edifícios públicos e habitacionais.
As pessoas que possuem algum tipo de deficiência tem de sentir-se integradas, com possibilidade de conviver e evoluir na sociedade onde estão inseridas. Para que estas pessoas se sintam autónomas para utilizar os bens e serviços existentes em cada cidade importa ter em atenção as construções efectuadas nestes locais, garantindo a acessibilidade nos espaços públicos, nos equipamentos colectivos e edifícios públicos, nos transportes, na informação e comunicação, incluindo as novas tecnologias de informação irem de encontro a todas as pessoas com ou sem mobilidade condicionada. Assim, todos estamos a contribuir para um mundo melhor! J


Como o Peddy Paper esta quase a chegar e, para que todos os materiais necessários estejam prontos para o dia 16 de Junho, efectuou-se a construção dos crachás, dos livros que contém os percursos de cada equipa e dos diplomas de participação. De seguida coloco algumas imagens do que tivemos a realizar.


Cozinha
Para o mês de Junho procedeu-se à realização de mais um cartaz para divulgar no Centro de Saúde de Moura sobre como se pode prevenir dos acidentes domésticos, os cuidados a ter em cada divisão da habitação. Devido a este tema já ter sido bastante debatido por nós e, se ter verificado a pertinência do mesmo, achou-se prudente colocar informações sobre as recomendações que se podem e devem adoptar nas casas de cada um, de maneira a evitar possíveis quedas e acidentes que podem vir a ocorrer, caso não exista a devida atenção. Efectuou-se um cartaz inicial com um enquadramento sobre esta temática, onde foi mencionado o motivo porque os acidentes acontecem mais vezes, bem como, a forma como este tipo de acidentes pode afectar a qualidade de vida. Uma vez que os idosos são considerados um grupo de risco e, neste local a população é maioritariamente idosa, os acidentes domésticos ocorrerem com bastante frequência e afectam a qualidade de vida da pessoa lesada mas também de todos os seus familiares. É assim, bastante importante que a população e os seus cuidadores tomem conhecimento sobre estes assuntos, de forma a prevenir um pouco que ocorram tantas quedas e acidentes em casa.
No segundo cartaz foi exposto recomendações úteis para poderem as pessoas adoptarem em cada divisão da sua casa. As divisões e as respectivas recomendações descritas no placar foram as seguintes:
Quarto
 Use uma mesa-de-cabeceira, de preferência, com bordas arredondadas e procure fixá-la ao chão ou à parede, para evitar que se desloque caso necessite apoiar-se nela;
 Os interruptores devem estar ao alcance da mão quando estiver deitado na cama, para evitar levantar-se no escuro;
 Procure utilizar uma cama larga, com altura suficiente para que, sentado, consiga apoiar os pés no chão, evitando tonturas e facilitando os movimentos. Ao deitar-se, utilize sempre uma almofada para apoiar a cabeça;
 Devem existir vários pontos de luz e uma luz de presença, que ajuda a iluminar o quarto caso se levante a meio da noite.
 
è Os armários não devem ficar em locais muito altos. Guarde os objectos que são pouco utilizados nos armários superiores e os de uso frequente, em locais de fácil acesso;
è Instale a botija de gás, sempre, fora da cozinha;
è Lembre-se de desligar fornos, microondas e ferros de passar roupa, após o uso.
Casa de Banho
ü  Utilize barras de apoio no polibã ou na banheira, bem como nas paredes próximas da sanita e do lavatório;
ü  Deve utilizar um banco de apoio no polibã ou na banheira, para evitar estar tanto tempo de pé e desequilibrar-se;
ü  Evite prateleiras de vidro e superfícies cortantes, e é absolutamente proibido usar esquentador a gás dentro da casa de banho;
ü  Nunca feche a porta da casa de banho à chave, para o caso de precisar de ajuda;
ü  Utilize sempre tapetes anti-derrapantes no banho, de preferência autocolantes em vez de ventosas.

Sala
Ü  Procure utilizar cores claras nas paredes e aumentar a iluminação, tornando-a três vezes mais forte que o normal, para compensar dificuldades visuais;
Ü  Opte por sofás e poltronas confortáveis, com assentos que não sejam demasiado macios, e que facilitem os actos de sentar e levantar;
Ü  Utilize fita-cola de dupla face, para colar os bordos dos tapetes ao chão e limitar os tropeços.
Outras Recomendações
w  Colocar a mobília de forma a permitir a circulação e evitar colisões;
w  Não use camisolas e roupões compridos, para evitar tropeçar, principalmente se tiver que se levantar no meio da noite;
w  Evite tapetes soltos no chão, principalmente nas escadas. Se usar, fixe-os ao chão;
w  Importa ter uma boa iluminação nos corredores e nas escadas;
w  Tenha em atenção se existem superfícies irregulares, como por exemplo tacos soltos. Deve repará-los de imediato;
w  Nunca deixe fios eléctricos e de telefone desprotegidos. Prenda-os à parede ou ao chão, ou utilize calhas;
w  Manter corrimãos nas escadas e os degraus devem ter fita antiderrapante;
w  Retire os objectos desnecessários (papéis, revistas, caixas, sapatos e outros) do chão, tenha especial atenção quando há crianças em casa devido aos brinquedos que deixam espalhados;
w  Manter o telefone num local de fácil acesso e com os números de emergência gravados (112, bombeiros, centro de saúde local, etc.) ou registados num papel;
w  Nunca deixe fios eléctricos e de telefone desprotegidos. Prenda-os à parede ou ao chão, ou utilize calhas.

Segundo a Direcção Geral da Saúde: “Morre-se mais por quedas e outros acidentes domésticos do que pela Diabetes”. As quedas são de facto uma ameaça real à capacidade de viver de modo autónomo e constituem um problema sério de Saúde Pública, cujo peso sócio-económico tem acompanhado o aumento da população idosa. Assim, justifica-se uma constante intervenção nesta área, sobretudo porque a realidade portuguesa mostra que os últimos anos de vida são, muitas vezes, acompanhados de situações de fragilidade e de incapacidade frequentemente relacionadas com situações susceptíveis de prevenção. É fundamental a intervenção de todos os profissionais para que este tipo de situações diminua. Coloco de seguida imagens do placar realizado, de forma a poderem verificar o trabalho final.


E desta forma terminou mais uma semana de estágio, sempre composta de muitas actividades, no entanto esta semana tivemos menos um dia devido ao feriado de 10 de Junho.
Obrigada a todos pela atenção!
Uma fantástica semana e até à próxima :)

sexta-feira, 10 de junho de 2011

10ª Semana - 30 de Maio a 03 de Junho

Olá caros leitores J
Iniciou mais uma semana de trabalho árduo mas sempre muito motivante de realizar. De seguida, irei efectuar a descrição das actividades que aconteceram nesta semana de estágio.
No decorrer desta semana efectuaram-se colheitas de água. A realização destas colheitas é fundamental para a determinação de parâmetros físico-químicos e microbiológicos. Assim, e de acordo com os resultados que recebemos do Laboratório é possível verificar se o local da colheita possui algum incumprimento.
Para esta colheita o procedimento adoptado foi o seguinte:
1.    Deixar a água correr durante alguns segundos;
2.    Fechar a torneira e proceder à sua esterilização por flamejamento;
3.    Abrir a torneira e deixar correr um pouco a água;
4.    Destapar rapidamente o frasco, incliná-lo ligeiramente para evitar a contaminação com poeiras do ambiente e enchê-lo;
5.    Tapar o frasco e identificá-lo correctamente para entregar no Laboratório.
Importa referir que uma só análise com resultados negativos não significa que a água seja imprópria, daí a importância de se realizar com periodicidade este tipo de vigilância. Só assim é possível garantir que a água vai de encontro com os valores paramétricos fixados nos termos do Decreto-Lei n.º 306/2007 de 27 de Abril, que estabelece o regime da qualidade da água destinada ao consumo humano. O seu objectivo assenta em proteger a saúde humana dos efeitos nocivos resultantes da eventual contaminação dessa água e assegurar a disponibilização tendencialmente universal de água salubre, limpa e desejavelmente equilibrada na sua composição.
“A autoridade de saúde assegura de forma regular e periódica a vigilância sanitária da qualidade da água para consumo humano fornecida pelas entidades gestoras, bem como as demais funções constantes do presente decreto -lei.”   (Decreto-Lei n.º306/2007 de 27 de Abril)

Após a recepção dos resultados das análises efectuadas, caso se verifique incumprimentos é realizado um relatório com os valores que não estão correctos, de maneira que as entidades gestoras possam adoptar medidas correctivas necessárias para implementar de forma a reduzir ou eliminar os riscos dos incumprimentos dos valores paramétricos, como também é importante a menção dos respectivos prazos que devem ser cumpridos.
Num caso extremo onde as informações sobre as medidas a adoptar já foram transmitidas às entidades gestoras face aos incumprimentos, e se por algum motivo estas não tenham efectuado alterações, a autoridade de saúde pode determinar que a entidade gestora suspenda o fornecimento de água, se existir risco para a saúde humana.
É de elevada importância os serviços de saúde pública assegurarem a vigilância sanitária da qualidade da água, de maneira a evitar o aparecimento de doenças de origem hídrica, salvaguardando assim o risco para a saúde pública. Também pode ser transmitido à população/consumidores informações sobre eventuais medidas de correcção básicas que estes possam adoptar nas suas casas.
Devido o motivos de doença, não pude comparecer ao estágio durante dois dias. Assim, com muita pena minha, não realizei a formação para funcionárias e utentes do Lar e Centro de Dia da Amareleja sobre o tema do calor. No dia da criança foi compareci nas actividades em Moura, mais concretamente, foram realizadas actividades com o Jogo dos Resíduos, o mesmo utilizado no Dia da Saúde da Escola Básica Integrada com Jardim de Infância da Amareleja. Pelo que tive oportunidade de saber, ambas as actividades correram bem. J
Quando iniciei novamente as viagens matinais até Moura, as minhas colegas estiveram a indicar-me, mais ao pormenor o que tinham efectuado durante estes dois dias, e algumas das peripécias que tinham ocorrido. Porque é certo, este estágio tem sido bastante enriquecedor mas as minhas colegas têm sido um pilar fundamental, pois o espírito de equipa e a entreajuda tem sido constantes neste período tão importante das nossas vidas.
Assim, realizou-se uma reunião com uma professora da Escola Básica 2,3 de Moura, a fim de se delinear alguns aspectos para a realização da actividade do Peddy Paper nesta escola. Esta actividade ficou agendada para dia 16 de Junho, no período da manhã. A professora foi informada sobre os materiais que eram necessários que a Escola fornecesse, como também algumas pessoas para nos auxiliarem em cada ponto e ao longo do jogo. A data limite que ficou acordada para as inscrições foi até o mais tardar dia 13 de Junho, para termos tempo de realizar os crachás que terão de transportar ao pescoço, as pistas e os diplomas. Após a conversa da Professora foi possível apurar que os alunos interessados por este jogo superava o número de inscrições, o que é bastante gratificante para nós, sabermos que as crianças aderem e estão dispostas a participar nos jogos efectuados pela Equipa de Saúde Pública.


Workshops  da Saúde na Escola Profissional de Moura

Como o próprio título indica, esta semana realizaram-se os Workshops da Saúde na Escola Profissional de Moura, onde foram efectuados workshops em quatro áreas distintas, sendo elas, a Segurança Alimentar dirigida e orientada por nós as três, a Higiene Oral dirigida e orientada pela Higienista Oral, as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e Contracepção dirigida e orientada pela Enfermeira de Saúde Materna e mais três estagiárias, a Alimentação dirigida e orientada pela Nutricionista e a Enfermeira de Saúde Pública. Todos estes profissionais desempenham funções no Centro de Saúde de Moura.
Falando um pouco sobre o que cada workshop abordou, irei de seguida efectuar uma descrição sobre cada um deles. Interessa apenas indicar que estas actividades foram feitas na sala de aula, as turmas escolheram quais as áreas que lhes tinham mais interesse, sendo depois o tema abordado para esses alunos. A parceria e colaboração da Psicóloga Sandra foram muito importantes para que estas actividades decorressem de forma perfeita, uma vez que a articulação entre os professores e os alunos para delinearem qual seria o melhor horário foi de facto muito bem conseguido.
- Higiene Oral -
Neste workshop os alunos tiveram a oportunidade de construir habilidades e competências em Saúde Oral. Foram realizados duas actividades distintas, sendo elas as seguintes:
ü  Completar os Provérbios
Objectivo: Sensibilização para a importância de uma boa higiene oral.
Regras do Jogo: Serão apresentados diversos provérbios sobre saúde oral, divididos em duas partes. Cada aluno retirará uma parte do provérbio e terá que se juntar ao colega que possui a parte correspondente.
ü  Desafio
Objectivo: Sensibilização para a importância de uma boa higiene oral.
Regras do jogo: Cada aluno terá que completar um texto acerca da saúde oral com as palavras que lhe são apresentadas pela Higienista Oral.
As doenças orais são um sério problema de Saúde Pública, uma vez que afectam grande parte da população, influenciam os seus níveis de saúde, de bem-estar e de qualidade de vida. Assim, através desta actividade pretende-se consciencializar estes jovens sobre as nefastas consequências que as doenças orais podem ter na sua vida e, o tratamento de forma periódica deste tipo de problemas de saúde oral é de facto uma mais-valia na vida de cada um.
- Doenças Sexualmente Transmissíveis e Contracepção -
Neste workshop os alunos tiveram a possibilidade de obter conhecimentos mais consistentes sobre os diferentes métodos contraceptivos e as doenças sexualmente transmissíveis que podem advir do não uso ou do uso incorrecto dos métodos contraceptivos. Durante esta sessão foram mostrados os vários métodos contraceptivos existentes e a forma correcta de os usar.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) definiu sexualidade como uma energia que encontra a sua expressão física, psicológica e social no desejo de contacto, ternura e às vezes amor. O desenvolvimento da sexualidade acontece durante toda a vida do indivíduo e depende de cada pessoa, das suas características genéticas, das interacções ambientais, condições socioculturais e outras, conhecendo diferentes etapas fisiológicas: infância, adolescência, idade adulta e senilidade.
Desta forma, é considerado como grande objectivo a contribuição para que os jovens tenham uma vivência em termos de sexualidade mais informada, mais gratificante, mais autónoma e mais responsável. Assim, a educação sexual pode ajudar para um maior e melhor conhecimento dos factos e componentes que integram a vivência da sexualidade.
É deveras importante que todos os jovens estejam conscientes e alertas sobre estas temáticas, quais as medidas necessárias que devem ter em atenção nas relações. Este tipo de acções é fundamental ser realizada no meio escolar, que são locais promotores de saúde, mas também é necessário que este tema seja abordado em contexto familiar, sendo crucial uma boa articulação entre a escola e a família para benefício de cada aluno.
- Alimentação –
Neste workshop os alunos partirão à descoberta dos Valores Calóricos das refeições e dos alimentos que ingerem no seu dia-a-dia. Desta forma realizaram-se duas actividades distintas, sendo elas as seguintes:
·         Valores Calóricos dos Alimentos
Objectivo: Sensibilização dos alunos para os valores calóricos dos alimentos.
Regras: do Jogo: Serão apresentadas várias refeições de fast-food e de outros alimentos e depois serão evidenciados os respectivos valores calóricos. Os alunos deverão fazer a correspondência entre os valores e as refeições ou alimentos referentes.
·         Cálculo do Metabolismo Basal
Objectivo: Sensibilização dos alunos para a importância de uma alimentação equilibrada.
Regras do Jogo: Através de uma fórmula, os alunos poderão calcular o Metabolismo Basal (o que o organismo necessita em repouso) e o valor acrescido devido às actividades. De acordo com o resultado, o aluno poderá verificar que uma alimentação pouco equilibrada e calórica ultrapassa rapidamente as necessidades energéticas e contribui para um aumento de peso.
Com este workshop pretende-se que os jovens adoptem hábitos alimentares saudáveis. Os produtos hortícolas, frutos, cereais e leguminosas são alimentos ricos em fibra, vitaminas, sais minerais e com baixo teor de gordura, por isso devem ser os “alimentos base” do quotidiano de cada pessoa. Isto é, fazer uma alimentação saudável deve ser considerado como uma oportunidade de obter uma melhor qualidade de vida, tornando a vida de cada pessoa mais activa com a prática de exercício físico é muito importante para ter um corpo são e saudável.
- Segurança Alimentar -
Primeiramente importa mencionar que este foi o workshop realizado e orientado por nós as três. Para este tema os alunos tiveram oportunidade de aprender as regras que devem seguir quando manipulam alimentos. No decorrer desta actividade também apreenderam a distinguir e a seleccionar os alimentos de boa qualidade, o que lhes será útil para evitar as toxinfecções. A apresentação do tema em questão foi transmitida através de power-point, e no meio foram realizados dois jogos para tornar esta sessão mais dinâmica, sendo eles os seguintes:
§  Jogo do Frigorífico
Objectivo: Sensibilização e educação dos alunos para uma correcta utilização do frigorífico, de modo a evitar a colocação incorrecta dos alimentos.
Regras do Jogo: Foram disponibilizados diversos tipos de alimentos onde cada participante teve de colocar o alimento no sítio correcto no frigorífico.
§  Lavagem das Mãos
Objectivo: Sensibilização e educação dos alunos para uma correcta lavagem das mãos.
Regras do Jogo: Foi pedido a três/quatro alunos que fossem lavar as suas mãos às instalações sanitárias. De seguida é colocado pó talco em cada mão e através de uma luz ultravioleta é verificado se a lavagem das mãos foi efectuada correctamente.
 
Estes jogos efectuaram-se a duas turmas, uma na parte da manhã e outra na parte da tarde. Para enquadrar o tema realizou-se um esclarecimento simples e conciso sobre o que é a segurança alimentar. Embora o conceito sobre este tema seja bastante amplo e abrangente, tentou-se ao máximo sermos breves tanto em termos de apresentação como de esclarecimentos, para que conseguissem reter a informação transmitida.
De um modo geral os alimentos devem ser adequados do ponto de vista higio-sanitário, não conterem microrganismos nocivos ou outros contaminantes que possam colocar em risco a saúde de cada ser humano. Os alimentos que ingerimos devem estar adequados também do ponto de vista nutricional, de forma a satisfazer as necessidades das várias etapas que o nosso organismo passa. Como cada um de nós tem o direito de viver com qualidade e com risco reduzido de aparecimento de doenças é deveras importante que a segurança alimentar seja tida em atenção, pois quando ela existe, significa que se assegurou a qualidade nutricional e higio-sanitária dos alimentos.
Actualmente, um dos direitos assegurados aos consumidores é a protecção da saúde e segurança, ocupando a segurança alimentar o lugar cimeiro na informação que interessa divulgar como contributo importante para uma vida saudável.    Guia de Segurança Alimentar em Ambiente Escolar

Em relação às doenças transmitidas por alimentos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) estas são doenças de natureza infecciosa ou tóxica causada, ou supostamente causada pelo consumo de alimentos ou água. Na origem destas doenças estão envolvidos diversos agentes:
w  Químicos: esta relacionada com a presença de substâncias químicas que são prejudiciais à saúde, tais como produtos de limpeza e desinfecção, metais pesados, pesticidas e fertilizantes;
w  Físicos: esta relacionada com a presença de materiais físicos que não fazem parte da composição dos alimentos, por exemplo presença de um bocado de palha-de-aço, lascas de madeira, pregos, vidros, cabelos ou insectos;
w  Biológicos: esta relacionada com a presença de seres vivos nos alimentos, sendo exemplo os microrganismos, ou seja, bactérias, fungos vírus e parasitas.
Os microrganismos são seres vivos de dimensões muito pequenas, que geralmente só se conseguem visualizar com a ajuda do microscópio. Existem em toda a natureza, ou seja, no ar, água, solo, alimentos, animais, Homem, etc. De acordo com a função que desempenham no nosso organismo podem classificar-se em úteis, prejudiciais e inofensivos.
Os microrganismos úteis são benéficos ao homem uma vez que alguns deles são responsáveis pela destruição de cadáveres na natureza e outros são utilizados na produção de produtos alimentares (ex: queijos, iogurtes, bebidas alcoólicas) ou ainda na produção de antibióticos. Os microrganismos prejudiciais podem alterar as propriedades organolépticas dos alimentos tornando-os impróprios para consumo (ex: cor vermelha do bacalhau, cor verde das carnes salgadas) ou causar doenças ao Homem (Brucelose, Tuberculose). Os microrganismos que causam doença também se denominam de patogénicos. Os microrganismos inofensivos não beneficiam nem prejudicam o Homem. Alguns deles vivem no nosso intestino.
As doenças mais comuns transmitidas por alimentos são causadas por microrganismos, especialmente bactérias e/ou suas toxinas (substâncias tóxicas produzidas pelas bactérias), que vulgarmente se denominam de Toxinfecções Alimentares, que podem ser classificadas em dois grupos:
 - Infecções Alimentares: Resultam da ingestão de alimentos contaminados por microrganismos em quantidade suficiente para causar doença. O alimento contém microrganismos patogénicos que se irão multiplicar no organismo e provocar doença.
- Intoxicações Alimentares: Resultam da ingestão de alimentos contaminados por substâncias tóxicas (toxinas) produzidas por microrganismos nos alimentos.
Na apresentação evidenciou-se a importância de lavar as mãos várias vezes ao dia, apresentamos uma imagem com todos os passos para que os alunos compreendem-se melhor. De seguida é possível verificar a imagem.
Falou-se um pouco sobre a rotulagem. Uma vez que a maioria dos produtos alimentares deve apresentar, obrigatoriamente um rótulo, este deve possuir as seguintes menções:
P  Denominação de venda;
P  Lista de ingredientes que compõem o produto;
P  Quantidade Liquida contida na embalagem;
P  Prazo de validade;
P  Lote;
P  Nome e morada da entidade que lança o produto no mercado.
As condições de conservação, o modo de emprego ou a utilização e o local de origem ou proveniência são outras informações que devem constar no rótulo. Importa colocar estas referências no produto alimentar para que o consumidor não tenha qualquer tipo de dúvida quando o utilizar.
Ao longo da apresentação evidenciamos através de algumas imagens alimentos deteriorados, para verificarem quais os que rejeitavam e os que poderiam consumir. Informamos também os alunos sobre as características que por exemplo a carne, o peixe e os ovos têm de possuir para os podermos adquirir.
Para finalizar a apresentação elucidamos os alunos para como devem efectuar a arrumação dos alimentos no frigorífico. Fica de seguida uma imagem que possui legenda para uma mais fácil compreensão.
Esta é a forma de arrumação mais eficaz para reduzir o risco de contaminação cruzada entre os vários produtos alimentares que diariamente colocamos no nosso frigorífico. Desta forma também estamos a evitar a transmissão e absorção de cheiros.
Em suma, é de extrema importância que todos os manipuladores de alimentos conheçam as informações sobre a prática de medidas de higiene que devem ser utilizadas para evitar a contaminação química, física ou microbiológica, ou por outras substâncias indesejáveis. O manipulador tem de estar informado e consciente sobre as mais variadas formas de transmissão de microrganismos. A higiene pessoal de quem de algum modo contactar com alimentos é crucial para evitar a contaminação dos alimentos e doenças a quem vai consumir este tipo de produtos alimentares. O cumprimento de práticas adequadas de higiene é fundamental para a boa qualidade dos alimentos e para a saúde dos consumidores.
Após tudo o que já foi mencionado, torna-se assim, essencial que todos adoptem boas práticas de higiene alimentar, pois uma má higiene dos manipuladores de alimentos, dos equipamentos e das instalações onde se preparam os géneros alimentícios são causas frequentes de doenças aos consumidores. Para evitar este tipo de consequências nefastas é muito importante a adopção de boas práticas de higiene e de segurança nos locais onde se confeccionam os alimentos.
 É certo que este tema é bastante amplo e, teríamos muito mais para mencionar, mas tentámos abordar os aspectos que seriam mais importantes para os alunos ficarem com uma informação clara e objectiva sobre esta temática. A mensagem final que se transmitiu foi que a higiene deve ser entendida como um modo de estar e não um conjunto de regras e obrigações.
 
E foi assim que terminou mais uma semana de estágio, um pouco mais “atribulada” devido a ter estado doente, mas no final correu tudo bastante bem com todo o trabalho realizado.
Até para a semana, e certamente vou voltar com a descrição de muitas mais actividades desenvolvidas J
Obrigada a todos pela atenção! :)