domingo, 10 de abril de 2011

2ª Semana - 28 de Março a 01 de Abril

Olá a todos !!
Irei de seguida, efectuar a exposição das actividades realizadas ao longo desta semana de estágio.
A semana iniciou com colheitas de água em piscinas, numa escola primária, em turismo rurais, bem como numa indústria. Foram realizadas colheitas para Análises Bacteriológicas (de superfície e de profundidade) e Físico-Químicas. De seguida ficam mencionados os procedimentos de amostragem adoptados para os parâmetros Microbiológicos e Físico-Químicos.
ANÁLISE BACTERIOLÓGICA
Colheita à Superfície
Procedimento:
1-    Colocar às luvas;
2-    Proceder à devida identificação da amostra na etiqueta do frasco;
3-    Remover com cuidado a tampa do frasco esterilizado, junto à água.
Nota: Importa conservar a tampa na mão, segurando-a com a parte inferior voltada para baixo;
4-    Encher o frasco à superfície da água, com a atenção de o manter bem seguro na mão e sempre voltado para a frente.
Nota: O frasco não deve ser enchido completamente, como não deve ser enxaguado.
5-    Depois o frasco tem de ser bem fechado;
6-    Acondicionar o frasco numa mala térmica, aproximadamente a 4ºC;
7-    O prazo que decorre entre a colheita e o inicio da análise não pode ultrapassar as 6horas.

Colheita em Profundidade
Procedimento:
1-    Colocar as luvas;
2-    Proceder à devida identificação da amostra: utilizar a etiqueta do frasco;
3-    Submergir o frasco em posição vertical a cerca de 1 metro de profundidade, ou, por aproximação a altura do braço. No momento em que é obtida a profundidade desejada deve-se inclinar o frasco e deslocá-lo para a frente até estar completamente cheio;
4-    Retirar o frasco e fechá-lo bem;
5-    Acondicionar em mala térmica aproximadamente a 4º C;
6-    O prazo que medeia entre a colheita e o início da análise não pode ultrapassar as 6 horas.
ANÁLISE FISICO-QUÍMICA
Importa referir que as colheitas destinadas à análise química devem ser efectuadas seguindo os procedimentos preconizados para a colheita em profundidade destinada à análise bacteriológica, como se pode verificar de seguida:

1-    Calçar as luvas;
2-    Destapar o frasco na proximidade da água, conservando a tampa virada para baixo, sem a colocar no chão;
3-    Mergulhar o frasco em posição vertical a uma profundidade de cerca de 20 cm, inclinando-o para encher;
4-    Deslocar o frasco para a frente até ao seu enchimento. O frasco deverá ficar completamente cheio;
5-    Retirar o frasco, fechá-lo e identificá-lo;
6-    Colocar o frasco numa mala térmica e transportá-lo ao laboratório.

Nota: A temperatura deve ser mantida a 5 ± 3ºC.

Os documentos que serviram de suporte para esta actividade foram os seguintes:
- Decreto-Lei nº306/2007 de 27 de Agosto relativo à qualidade da água destinada ao consumo humano;
- Recomendação da Entidade Reguladora dos Serviços de Agua e Resíduos (ERSAR) n.º 03/2010, sobre o Procedimento para a Colheita de Amostras de Água para Consumo Humano em Sistemas de Abastecimento;
- Circular Normativa sobre o Programa de Vigilância Sanitária das Piscinas.
Durante este procedimento também foi realizada a determinação do pH, a medição da temperatura da água e também a determinação de cloro residual utilizado. É possível verificar através das imagens o procedimento efectuado.

Esta actividade foi bastante importante e, considero que foi uma mais-valia, uma vez que nesta área não tenho tido tanto contacto prático como gostaria. Importa também salientar que tive a possibilidade de realizar, sempre com o auxílio da TSA Ana Mafalda Franco, algumas das colheitas efectuadas. Este tipo de actividades tem sido muitíssimo enriquecedoras para mim, o que me irá ajudar muito na minha futura vida profissional.
Durante esta semana, realizou-se uma vistoria a uma Praça de Touros em parceria com a Câmara, como também com os Bombeiros. Para esta vistoria os documentos que serviram de suporte foram os seguintes:
- Decreto-Lei nº315/95 de 28 de Novembro que regula a instalação e o funcionamento dos recintos de espectáculos e divertimentos públicos e estabelece o regime jurídico dos espectáculos de natureza artística;
- Decreto Regulamentar nº62/91 de 29 de Novembro que abrange o Regulamento do Espectáculo Tauromáquico;
- Decreto-Lei nº163/2006 de 8 de Agosto tem como objecto a definição das condições de acessibilidade a satisfazer no projecto e na construção de espaços públicos, equipamentos colectivos e edifícios públicos e habitacionais.
Com esta vistoria foi possível verificar que era necessário a existência de algumas melhorias no local. O que mais me chamou a atenção foi a inexistência de lugares para pessoas com mobilidade condicionada, sendo esta uma das propostas sugeridas aos responsáveis pelo local.
Outra actividade desenvolvida foi a realização de uma vistoria a uma Escola. A ferramenta de trabalho utilizada foi a Ficha de Avaliação das Condições de Segurança, Higiene e Saúde dos Estabelecimentos de Educação e Ensino. Este formulário encontra-se dividido por vários grupos, nomeadamente os seguintes:
w  Grupo I – Identificação do Estabelecimento de Educação e Ensino
w  Grupo II – Caracterização Geral
w  Grupo III – Segurança:
o   III A – Meio envolvente próximo (até 200m)
o   III B – Recinto Escolar e Espaço de Jogo e Recreio:
Ÿ  Recinto/Espaço de Recreio;
Ÿ  Equipamento do Espaço de Recreio;
Ÿ  Equipamento com Elementos Rotativos (carrossel, cavalinhos, etc.);
Ÿ  Escorrega;
Ÿ  Baloiços e Equipamento Pendular.
o   III C – Edifício Escolar:
Ÿ  Ginásio/ Campo de Jogos;
Ÿ  Laboratórios/ Oficinas.
o   III D – Zona(s) de Alimentação Colectiva
w  Grupo IV – Higiene e Saúde:
o  IV A – Meio envolvente próximo (até 200 metros)
o  IV B – Recinto Escolar e Espaço de Jogo e Recreio
o  IV C – Edifício Escolar
o  IV D – Zona(s) de Alimentação Colectiva
Ÿ  Estrutura e Equipamento;
Ÿ  Produtos Alimentares e Refeições;
Ÿ  Bufete/ Bar;
Ÿ  Cozinha;
Ÿ  Refeitório;
Ÿ  Manipuladores de Alimentos;
Ÿ  Catering.
Foi fundamental a verificação de alguma legislação para esta vistoria, sendo esta a seguinte:
- Decreto-Lei nº379/97 de 27 de Dezembro que estabelece as condições de segurança a observar na localização, implantação, concepção e organização funcional dos espaços de jogo e recreio, respectivo equipamento e superfícies de impacte;
- Decreto-Lei nº163/2006 de 8 de Agosto tem como objecto a definição das condições de acessibilidade a satisfazer no projecto e na construção de espaços públicos, equipamentos colectivos e edifícios públicos e habitacionais.
No geral a Escola apresentava boas condições de segurança, higiene e saúde contudo, verificou-se alguns aspectos que deveriam ser alterados para que as condições no local fossem melhores. Após a vistoria é necessário colocar os dados recolhidos na página da Direcção Geral de Saúde (www.dgs.pt).
Ainda no decorrer desta semana foi possível iniciar a elaboração dos jogos para o Peddy Paper, ficam algumas imagens sobre esta actividade.


Para finalizar a exposição das acções ocorridas nesta semana, irei de seguida partilhar convosco algumas imagens do privilégio que tenho tido, em poder descobrir um pouco mais do lindo Alentejo.

Obrigada pela atenção!
Até para a semana :)

domingo, 3 de abril de 2011

1ª Semana - 21 a 25 de Março

Sejam muito bem-vindos ao início desta nova etapa na minha vida.
Pois bem, no âmbito da unidade curricular Estágio de Aprendizagem IV, iniciou-se o estágio no Centro de Saúde de Moura e de Barrancos no Serviço de Saúde Pública. O período deste estágio está compreendido entre 21 de Março a 08 de Julho. No decorrer deste tempo irei ter a companhia preciosa das minhas colegas, a Cátia e a Joana. Em relação, à tutora da entidade que nos vai acompanhar será a Técnica de Saúde Ambiental (TSA), Ana Mafalda Franco.
Desta forma, a semana iniciou-se com uma reunião com a TSA onde foi possível conhecer mais a profundo tudo aquilo que se poderia vir a desenvolver. Durante esta reunião falamos sobre algumas propostas de actividades que gostaríamos de vir a desenvolver. A TSA mostrou-se muito interessada com as nossas ideias.

Após a reunião colocamos “mãos à obra”, sobre uma actividade que se encontrava em curso, mais concretamente, a realização de um Peddy Paper é uma prova pedestre de orientação para equipas, que consiste num percurso ao qual estão associadas perguntas ou tarefas correspondentes aos diferentes pontos intermédios e que podem determinar a passagem à parte seguinte do percurso. Por conseguinte, o Peddy Paper é uma actividade lúdica geralmente ligada à aquisição de conhecimentos sobre um determinado tema ou local.
Durante esta semana foi elaborado o planeamento, como também o cartaz de divulgação e a ficha de inscrição para esta actividade. Importa referir que o Peddy Paper vai ser realizado na Escola Básica com 2º e 3º Ciclo de Moura, no dia 08 de Abril, no período da manhã. Desta forma, os temas que irão ser abordados ao longo do percurso vão ser os seguintes:
    ü   Higiene Oral;
    ü   Segurança Alimentar;
    ü   Alimentação;
    ü   Gestão de Resíduos;
    ü   Importância da Água;
    ü   Segurança Rodoviária;
    ü   Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST's).
Para cada tema vai existir um jogo, estando o conteúdo do mesmo associado ao nome da área em questão. A excepção verifica-se apenas na área da Higiene Oral que irá ter dois jogos. A avaliação de todos os jogos fica sempre pendente da rapidez e eficácia do participante ou da equipa na execução da prova, uma vez que quanto mais rápido os elementos da equipa conseguirem efectuar a prova, mais rapidamente seguem para as próximas etapas. Irei de seguida, explanar cada jogo com as regras que o constituem.
HIGIENE ORAL
·        Jogo “Escolhas para teres dentes saudáveis”
Objectivo: Identificar alimentos que provocam e os alimentos que não provocam cáries. Desta forma, pretende-se que os participantes retirem de um cesto quatro imagens de alimentos e coloquem-nos correctamente no quadro dividido por duas colunas que depois de terminada a prova irá apresentar os alimentos que podem provocar cáries e aqueles que não provocam esta doença tão frequente.
·        Jogo “ Vamos Lá Escovar”
Objectivo: Encontrar objectos que estejam intimamente relacionados com a Higiene Oral, dentro de um recipiente que esteja todo coberto com esferovite e com outros objectos que não estão inseridos na área da Higiene Oral, de modo a dificultar a procura dos participantes.
SEGURANÇA ALIMENTAR
·        Jogo “Rebuçado à Vista”
Objectivo: Conseguir que um dos elementos da equipa encontre, dentro de um recipiente com farinha, um rebuçado, com a boca sem utilizar o auxílio das mãos. Após encontrar o rebuçado, a equipa terá de responder a uma questão que lhe será colocada, com a finalidade de responder de forma correcta. O tempo para a equipa responder à pergunta é cronometrado através de uma ampulheta.
ALIMENTAÇÃO
·        Jogo “Roda dos Alimentos”
Objectivo: Sensibilizar a comunidade escolar para a prática de uma alimentação saudável. Os participantes têm de retirar de um cesto três objectos, aleatoriamente, tendo de os colocar no grupo adequado da roda.
GESTÃO DE RESÍDUOS
·        Jogo “Vamos Lá Separar”
Objectivo: Neste jogo pretende-se que um elemento da equipa se proponha a executar alguns desafios, como por exemplo: O participante terá de correr a pé coxinho até uma caixa de resíduos e procurar uma embalagem de cartão.
IMPORTÂNCIA DA ÁGUA
·        Jogo “Acerta no Alvo”
Objectivo: Derrubar o triângulo de garrafas de plástico ou embalagens de cartão com a ajuda de uma bola. Para conseguir atingir a finalidade do jogo a equipa terá de responder de forma correcta à questão que lhe será colocada. Cada equipa possui de três tentativas para conseguir tombar as garrafas. No caso de não conseguir, a equipa terá um desafio para realizar.
SEGURANÇA RODOVIÁRIA
·        “Jogo das Imagens”
Objectivo: Um elemento da equipa se proponha a identificar se as imagens que lhes vão sendo apresentadas estão correctas ou incorrectas. Em todos os exemplos das imagens, os participantes têm de assinalar com vistos ou cruzes assim as situações se verifiquem certas ou erradas.
DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS (DST´S)
·        “Jogo das Transmissões”
Objectivo: Os participantes terão de fazer corresponder a imagem a uma das duas colunas que irão constar no jogo. Numa coluna verifica-se as formas de contagiar e na outra as formas de não contagiar a doença da sida que é doença provocada pelo vírus HIV.
E assim, termina a descrição sobre as regras dos jogos que vão ser desenvolvidos no Peddy Paper.
No decorrer desta semana de estágio, quando íamos a caminho para realizar a vistoria a uma escola, tivemos um pequeno problema. O carro que nos transportava avariou mesmo no meio da estranha, onde tivemos de ficar à espera de ajuda para resolver esta situação. Mas este pequeno problema, virou-se logo numa enorme aventura, e desta forma é possível comprovar que as situações um pouco mais embaraçosas não acontecem só aos outros e temos de estar preparados para aquilo que nos pode acontecer no dia-a-dia. Mural da história, como tivemos de resolver esta situação, a vistoria ficou agendada para outro dia, mas sem dúvida alguma, foi uma experiência muito divertida! 
A semana terminou com uma reunião em Beja, com Técnicos de Saúde Ambiental onde foram debatidos alguns procedimentos de trabalho importantes.
Para concluir, esta primeira semana de estágio foi bastante entusiasmante, pois para além de iniciar a desenvolver actividades num novo local, tive também a oportunidade de principiar a descoberta por um município do qual ainda não tinha tido muito contacto. Embora estivesse expectante de como ia ser a primeira semana, pude constatar que a mesma decorreu de uma forma bastante calma.

Obrigada pela atenção :)
Até para a semana!

domingo, 27 de março de 2011

O Concelho de Moura

De forma a poder conhecer um pouco mais sobre o concelho de Moura, parti à descoberta sobre as suas típicas características.
Assim, a cidade portuguesa de Moura pertence ao Distrito de Beja, região do Alentejo e sub-região do Baixo Alentejo. Situa-se na margem esquerda do Rio Guadiana sendo delimitada para oriente por Espanha. Encontra-se rodeada pelos Concelhos de Barrancos, Mourão, Reguengos de Monsaraz, Portel, Vidigueira e Serpa. Actualmente, o concelho de Moura tem aproximadamente 16 590 habitantes (Censos 2001), divididos pelas freguesias que este contempla.
O concelho de Moura esta subdividido em 8 freguesias, sendo elas as seguintes:
¥  Amareleja;
¥  Póvoa de São Miguel;
¥  Safara;
¥  Santo Agostinho;
¥  Santo Aleixo da Restauração;
¥  Santo Amador;
¥  São João Baptista;
¥  Sobral da Adiça.
No que se refere aos recursos hídrico subterrâneos, este concelho beneficia bastante com este tipo de recursos, uma vez que servem para abastecer a maior parte da população e proporcionam a exploração de águas minero-medicinais.
A gastronomia é uma das principais riquezas da região. Moura distingue-se pela qualidade inigualável do seu mel, queijo, vinho, azeite, pão e enchidos. Em termos de artesanato é de salientar as áreas do buínho, da cestaria e do ferro forjado.
Este município tem uma tradição bastante forte em festas de cariz popular. As feiras grandes de Maio e Setembro, as festividades religiosas, bem como as Janeiras e o Carnaval são algumas das tradições que se pretendem manter. O concelho mantêm usos e costumes que remontam a tempos ancestrais.
“O concelho é hoje a promessa de uma estadia retemperadora.”


Nota:
Existe um livro muito interessante que foi desenvolvido pela Associação para o Desenvolvimento do Concelho de Moura (ADCMoura), intitulado “Um peixe no Alentejo”. Foi escrito por António Filipe Sousa (Técnico da ADCMoura) e ilustrado por Rui Sousa, tendo sido editado no ano de 2007.

Este livro é uma obra de divulgação dos valores ambientais do concelho de Moura. São abordados temas relacionados com a qualidade e vulnerabilidade das diferentes paisagens retratadas, normas de conduta e boas práticas ambientais, o conteúdo biológico (sobretudo a fauna e a flora) e ainda o aproveitamento de alguns recursos naturais com impacto na vida económica e cultural do concelho e da região. Inclui um conjunto de percursos pedestres subordinados a cada uma das unidades de paisagem. Acima de tudo, trata-se de uma obra onde pretende transmitir conhecimentos, sensações e emoções suscitados pelo contacto próximo com a realidade do campo e da paisagem rural como meio de sensibilizar os leitores para os problemas do ambiente em geral e da conservação da natureza em particular, no sentido da aquisição de competências para poderem participar como agentes de mudança.
Caso tenham ficado interessados em adquirir este livro ou fazer alguns percursos basta consultar a página na internet: http://www.adcmoura.pt/html/edicoes_peixe.html