domingo, 29 de maio de 2011

9ª Semana - 23 a 27 de Maio

J Um bem-haja a todos/as J
Para dar início da melhor forma à semana de trabalho, realizaram-se vistorias a três estabelecimentos de bebidas. Fazendo uma comparação dos três estabelecimentos pode-se dizer que as diferenças são bastantes acentuadas.
Na primeira vistoria verificou-se que existiam muitos incumprimentos. As instalações sanitárias devem estar providas de dispositivos de secagem de mãos ou de papel individuais, contudo verificou-se a existência de toalha. A zona de arrumos encontrou-se muito desorganizada, não possuía ventilação, e tinha utensílios que não eram necessários para a actividade que se desenvolve naquele local. A toalha foi verificada novamente, a tapar os croissants e a proteger as chávenas do café. Na zona da copa o material utilizado não é o mais adequado, pois é de madeira. O material teria de ser lavável, liso e resistente à corrosão. Importava também a existência de informação nos alimentos que eram para consumo próprio, pois o frigorifico possuía embalagens abertas sem qualquer tipo de indicação. O estabelecimento deveria estar provido de cacifos para os trabalhadores poderem colocar os seus pertences sempre que necessitem. Também é necessária a existência de um armário que possua um bom sistema de ventilação e deve estar hermeticamente fechado para o armazenamento dos produtos de limpeza.
Na segunda vistoria verificou-se que já existia cumprimento de mais requisitos que na anterior. Contudo ainda é necessário o adoptar algumas melhorias no estabelecimento, mais concretamente, no armário de armazenagem dos produtos de limpeza este deveria estar identificado, no frigorífico existiam produtos congelados que não possuíam rótulo, o local tinha caixas de cartão, era importante a alteração por outro tipo de material. Poderia apenas existir uma melhor organização dos equipamentos de limpeza que são utilizados com mais frequência, embora no geral este local apresentava boas condições de higiene.
Em relação à terceira vistoria foi com grande surpresa que pude constatar a verdadeira confusão que reinava neste estabelecimento. É um local com pequenas dimensões e o espaço para se circular é bastante reduzido. A zona que é utilizada com copa carece de algumas melhorias, nomeadamente, como não é possível existir ventilação natural, o estabelecimento têm que possuir ventilação artificial forçada, com renovação contínua de ar, as prateleiras existentes devem estar impermeáveis e serem facilmente laváveis, sendo que as prateleiras necessitam de serem novamente forradas com o papel adequado para este fim. Os alimentos encontrados no interior do frigorífico, como por exemplo, latas abertas ou outros recipientes de deterioração fácil, devem ser retirados, uma vez que não é permitida a sua conservação, devido a este tipo de recipientes oxidarem facilmente. O frigorífico precisa de uma organização pois existe muitos alimentos que não deviam estar a ser conservados naquele local. No estabelecimento deveria existir recipientes para recolha de resíduos, munidos de tampa e em número suficiente de acordo com a lotação e frequência de clientes no local. A existência de panos deve ser alterada para toalhetes de papel descartáveis. As lâmpadas deveriam estar providas de protecção. Também existe a necessidade de cacifos para o trabalhador do local, uma vez que os seus pertences estavam distribuídos na zona do balcão, computador, mala, telemóvel, etc. Na zona de arrumos, verificou-se também uma grande desarrumação, uma vez que existiam materiais que não eram necessários para aquele estabelecimento.
De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 26% das causas de contaminação dos alimentos, estão relacionadas com os manipuladores, sendo identificada uma relação directa entre as inadequadas praticas de higiene pessoal e a ocorrência de doenças de origem alimentar.
Todas as vistorias que já se realizaram até ao momento foram muito importantes, pois só no terreno é que conseguimos ter uma visão de como actuar e interagir com as pessoas/clientes. Assim, esta preparação é bastante útil para o desenvolvimento da nossa profissão no futuro. Importa assim, realizar de forma periódica este tipo de vistorias de vigilância, para que os proprietários estejam informados sobre as novas exigências que vão sendo alteradas com a entrada em vigor de nova legislação.
Durante esta semana realizamos a visita às futuras instalações de um local que pretende efectuar a venda de produtos tradicionais, como doces regionais, cebolas, alhos, alfaces, alguns tipos de fruta, etc., e uma vez que desenvolve agricultura biológica pretendia poder vender parte das suas plantações. No entanto, foi possível verificar que as instalações ainda carecem de algumas mudanças. Transmitimos à responsável deste local qual os circuitos que devem existir, na parte da cozinha. Terá de existir uma zona limpa e uma zona suja, sem que exista cruzamentos entre estas duas zonas, depois é necessário que exista uma zona de preparação, uma de confecção, uma de embalamento e uma zona de armazenagem. Informamos também qual o equipamento que deve ser utilizado, bem como nas instalações sanitárias quais os requisitos que são mencionados na legislação. Contudo, o espaço interior e exterior ainda necessita de muitas alterações, sendo que ficou acordado o envio de um documento com toda a informação relativa ao espaço visitado. Esta responsável ainda vai ponderar se será uma mais-valia a realização de todas estas transformações, pois a nível financeiro irá ser dispendioso.
Foi altura de realizar vistorias a um Jardim de Infância e a uma Escola Básica Integrada. A ferramenta de trabalho utilizada foi a Ficha de Avaliação das Condições de Segurança, Higiene e Saúde dos Estabelecimentos de Educação e Ensino, que pretende avaliar as condições de segurança, higiene e saúde que devem obedecer os estabelecimentos de educação e ensino, a partir de um conjunto de critérios que estão devidamente ponderados neste formulário que foi preenchido para estas duas vistorias realizadas. Para consultar esta ficha podem fazê-lo através do seguinte link: http://www.dgs.pt/upload/membro.id/ficheiros/i008418.pdf.
O jardim-de-infância no espaço interior, possuía algumas madeiras das portas deterioradas, o estrado que suporta o leite escolar deveria ser substituído, a zona de arrumos deveria possuir mais ventilação, uma vez que com o acondicionamento de produtos de limpeza é feito neste local. Algumas mesas não possuem cantos arredondas, deveriam colocar alguns cantos em plásticos para prevenir a ocorrência de as crianças baterem no bico da mesa. Em relação ao espaço exterior, verificou-se que a madeira que alguns bancos necessita de substituição. O espaço de jogo e recreio é de facto o que necessita de uma intervenção urgente, uma vez que o material utilizado e o tipo de equipamento já não é o aconselhável para que as crianças possam brincar se sofrerem ferimentos, queimaduras ou acidentes. O piso também requer de intervenção.
A Escola Básica Integrada possuía uma grande área exterior, contudo o espaço de jogo e recreio necessita de alterações, uma vez que o material utilizado não é o aconselhável. A ventilação nas salas de aula tem de ser efectuada com mais regularidade. No geral, não existe nada de mais pertinente a mencionar sobre as condições desta escola.
Apenas gostaria de relatar um episódio que ocorreu numa destas vistorias. Quando nos dirigimos à escola para realizar a vistoria, as pessoas ficaram um pouco reticentes pela nossa presença e, tivemos de falar telefonicamente com o responsável daquele agrupamento. Estas pessoas referiam que nunca tinha sido feita uma vistoria destas e não conseguiam compreender para o que poderia favorecer/contribuir à escola. Com este tipo de situações, depreende-se um pouco o desconhecido das pessoas face a nossa intervenção, e o “medo” que sentem quando chegamos ao local. Pretendemos apenas melhorar as condições do espaço tanto a nível dos alunos, dos professores e dos auxiliares, garantindo assim a prevenção de possíveis acidentes que podiam ocorrer caso este tipo de vistorias não fosse efectuada.
«É imperativo que a sociedade garanta a segurança das crianças como um direito humano fundamental»
European Child Safety Alliance, 2004
No decorrer desta semana efectuou-se uma vistoria a uma indústria de engarrafamento de água, de forma a efectuar uma avaliação sobre as condições higio-sanitárias de instalação e de funcionamento deste local. Esta indústria possui condições bastantes boas, primam pela qualidade ao longo de todo o processo. Os trabalhadores possuem formações com frequência e uma das funcionárias tem uma participação muito activa, de modo a evitar algum tipo de constrangimento em cada zona do processo.
Pela primeira vez tive a oportunidade de realizar uma vistoria a uma Clínica Médico-Veterinária. De acordo com o Decreto-Lei n.º 184/2009 de 11 de Agosto, “quando os animais não são convenientemente cuidados e tratados podem constituir riscos reconhecidos para a saúde humana, para a saúde animal e para o ambiente. Neste contexto, e a fim de garantir os direitos ao bem-estar animal e à protecção contra zoonoses, os animais devem ser submetidos a adequadas medidas profilácticas e terapêuticas, devendo ser sujeitos a um acompanhamento médico-veterinário periódico em condições que garantam um nível qualitativo de atendimento aferido por padrões de equidade e consistência, técnica e científica.”
Os centros de atendimento médico-veterinários, designados pela sigla CAMV, regulam actividades como unidades de saúde animal onde se prestam serviços de prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças dos animais. Pretendem assim promover a qualidade e segurança dos estabelecimentos, como também estabelecer os requisitos exigíveis quanto às instalações e equipamentos e as regras relativas ao seu funcionamento. Neste sentido é de extrema importância a nossa intervenção em acções de vigilância, para que os responsáveis destes CAMV fiquem informados sobre o que podem fazer para melhorar tanto as condições das instalações, como também para garantir que os animais se sintam seguros e protegidos quando se deslocam a este local. De referenciar que os CAMV podem ser classificados como consultórios, clínicas ou hospitais veterinários.
No geral este local possuía boas condições higio-sanitárias e de funcionamento. Contudo era importante melhorar um pouco a organização na instalação sanitária do trabalhador, uma vez que existia equipamento de limpeza fora do armário que o armazena e, alguns baldes, vassouras e uma gaveta estavam depositados dentro do polibã. Neste sentido estes utensílios necessitam de ser acondicionados noutro lugar.
Legislação utilizada para esta vistoria:
·         Decreto-Lei n.º 184/2009 de 11 de Agosto que estabelece o regime jurídico aplicável ao exercício da actividade dos centros de atendimento médico-veterinários (CAMV) e os respectivos requisitos quanto a instalações, organização e funcionamento.
“O bem-estar define o estado de um animal em relação às suas tentativas de se relacionar com o meio ambiente” (Fraser & Boom, 1990)

Mais concretamente no meio da semana foi altura de realizar a primeira sessão no Centro de Saúde de Moura sobre “Como prevenir os acidentes domésticos?” como podemos adequar as nossas casas às várias etapas da nossa vida. A sessão foi conduzida por nós as três, Eu a Cátia e a Joana. Ao todo compareceram 10 pessoas que eram muito dinâmicas e apresentavam as suas dúvidas, bem como o que já lhes tinha acontecido nas suas habitações. A apresentação foi feita através de power-point.
Este tema verificou-se que seria bastante pertinente e útil para ser abordado à população, uma vez que a população é cada vez mais idosa e pretendemos que esta faixa etária fique consciente dos vários perigos que diariamente está exposto, e como pode evitar possíveis acidentes/quedas no interior da sua habitação. Neste sentido detalhamos recomendações que podem ser adoptadas em cada divisão da casa.


Interessa assim referir que em Portugal, os acidentes domésticos e de lazer são monitorizados pelo Observatório Nacional de Saúde, que coordena um sistema de recolha de dados, designado ADELIA – Acidentes Domésticos e de Lazer Informação Adequada. Consiste num sistema de monitorização, vigilância e registo dos acidentes domésticos e de lazer nos serviços de urgência dos hospitais e dos centros de saúde. Têm como objectivo detectar o máximo de situações de risco, como também relevar os casos sob o ponto de vista qualitativo e, avaliar, de um modo continuado, o impacto das medidas preventivas. Para mais informações pode consultar o link: http://www.onsa.pt/index_17.html onde ficará a conhecer um pouco mais sobre este tipo de sistema.
Assim da análise dos dados do último relatório publicado, relativo ao ano 2005, verificou-se que 15% dos acidentes ocorreram em pessoas com mais de 65 anos, os quais foram três vezes mais frequentes nas mulheres do que nos homens. No grupo etário de 65 anos e mais, a grande maioria dos acidentes ocorre em casa (> 65%) e numa percentagem significativamente inferior, na área dos transportes (< 13%). No momento do acidente, a principal actividade que estava a ser desenvolvida pelas vítimas era uma actividade doméstica, ultrapassada apenas pela «actividade vital básica», isto é, cozinhar ou comer, no grupo de 75 anos e mais. As consequências mais frequentes das lesões foram as concussões, as contusões e os hematomas, isto é, traumatismos, choque violento, ferimento. As partes do corpo lesionadas foram, mais de 50% das vezes, os membros, seguidas da cabeça (25%).
Os idosos são considerados um grupo de risco, neste caso os acidentes em casa acabam por acontecer mais vezes e afectar a sua qualidade de vida. Assim é muito importante adaptar a casa às necessidades de cada indivíduo. Evidenciamos imagens com recomendações úteis de serem efectuadas e que não necessitam de muito dinheiro para realizar estas alterações que podem ser pequenas, mas no futuro serão realmente uma mais-valia.
O envelhecimento é um processo complexo em que ocorrem alterações nos diferentes órgãos e sistemas do organismo, diminuindo a eficácia, capacidade de adaptação e a funcionalidade. Contudo, as quedas não fazem parte do processo de envelhecimento, nem podem ser atribuídas ao facto de se ter idade avançada. As quedas são, assim, uma ameaça real à capacidade de viver de modo autónomo e constituem um problema sério de Saúde Pública. Assim, justifica-se uma constante intervenção nesta área através dos Profissionais de Saúde, sobretudo porque a realidade portuguesa mostra que os últimos anos de vida são, muitas vezes, acompanhados de situações de fragilidade e de incapacidade frequentemente relacionadas com situações susceptíveis de prevenção. (In Cuidados Continuados de Palmela)
No final da apresentação, foi altura de transmitir o visionamento de um filme sobre este tema. Evidencio o mesmo de seguida, caso pretendam ver. Este filme foi retirado da página www.youtube.com , que tem como título Prevenção de Quedas (Idosos).

Esta semana realizou-se a presença numa reunião nas instalações da Associação para o Desenvolvimento do Concelho de Moura (ADCMoura) sobre o Programa “Escolhas” onde é efectuada parceria com várias entidades, como por exemplo, o Centro de Saúde, a Câmara Municipal, o Agrupamento de Escolas, as professoras inseridas neste projecto, etc. Este programa é de âmbito nacional, tutelado pela Presidência do Conselho de Ministros, e fundido no Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural, IP.
O Programa “Escolhas” visa promover a inclusão social de crianças e jovens provenientes de contextos sócio-económicos mais vulneráveis, particularmente dos descendentes de imigrantes e minorias étnicas, tendo em vista a igualdade de oportunidades e o reforço da coesão social. O Projecto "Encontros"  procura a inclusão social de comunidades ciganas rurais do Concelho de Moura, através da inclusão das crianças. Para isso, é importante aumentar a motivação das crianças e jovens na escola, através do desenvolvimento de competências na área de educação para a cidadania, recorrendo a metodologias de educação não formal e informal; realçar a mais-valia da dimensão intercultural da sociedade criando espaços de partilha de experiências entre jovens de diferentes proveniências culturais e desenvolver as competências das famílias e da comunidade pela aproximação família-escola-comunidade, pela agilização de uma rede de intervenção sócio-educativa e pela sua inclusão digital.  
Nesta reunião foram abordados vários assuntos e foi feita uma análise das várias actividades que têm sido desenvolvidas por esta associação.
Este tipo de programas é muitíssimo importante, pois com a ajuda de todas as parcerias é possível melhorar a vida destas pessoas. Gostei bastante de estar presente e poder ficar informada sobre este tipo de projecto que até à altura desconhecia. Para poderem verificar mais informações podem consultar os sites http://www.programaescolhas.pt e http://encontros.programaescolhas.pt/ e certamente vão ficar bastante satisfeitos com este tipo de actividades que têm vindo a ser desenvolvidas com a população.
A semana terminou com a reunião dos Técnicos de Saúde Ambiental em Beja, onde foram debatidos alguns assuntos deveras pertinentes. O que se pretende com estas reuniões é que exista uma uniformização da informação, para que as indicações passadas para a população assentem sempre na mesma linha de orientação.
Posso dizer que todos os dias tenho tido a possibilidade de consolidar conhecimentos, mas são muitos mais os que tenho adquirido. Tem sido realmente um estágio orientado de forma bastante produtiva.
Obrigada pela atenção!
Até para a semana :)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

8ª Semana - 16 a 20 de Maio

Bem-vindos caros leitores J

Esta semana foi preenchida com bastantes actividades, sendo por isso o trabalho efectuado bastante gratificante. Assistimos a uma palestra sobre alimentação saudável orientada por uma Enfermeira e pela Nutricionista do Centro de Saúde de Moura. Nesta acção foram feitas recomendações de como ter uma alimentação equilibrada, mais concretamente, ingerir poucas gorduras, evitar os fritos, tentar comer peixe e carnes brancas porque tem menos quantidade de gordura que as carnes vermelhas, evitar o açúcar e o sal em quantidades elevadas podendo optar pelas ervas aromáticas, sendo que a água é essencial como também as hortaliças, frutas e legumes. Para concluir esta sessão foi apresentado um exemplo de uma ementa saudável.

Também existiu a possibilidade de comparecer e participar numa aula prática, onde foi realizado exercício físico para a redução de peso, dirigida pela Fisioterapeuta e com a ajuda da Nutricionista. Na minha opinião, acho bastante pertinente o desenvolvimento destas acções para a população participar, pois assim tem a possibilidade de adquirir novos conhecimentos na área da obesidade. O número de pessoas afectadas pelo aumento de peso é cada vez mais elevado e importa consciencializar a população para esta temática.
Relativamente ao tema calor foram elaborados ofícios com informação útil e necessária para enviar a instituições/serviços, nomeadamente, a lares e centros de dia, creches e infantários como também a locais onde os trabalhadores estejam expostos ao calor no seu dia-a-dia.
Segundo as indicações previstas pela Direcção Geral da Saúde, para cada ofício foram evidenciadas medidas de prevenção, medidas de alerta e acções a desenvolver quando se verifique que alguma pessoa está com sintomas que advêm das temperaturas mais elevadas. Como é sabido a exposição ao calor intenso constitui uma agressão para o organismo, podendo desencadear efeitos graves como desidratação, agravamento de doenças crónicas, esgotamento, golpe de calor ou mesmo a morte. Existem grupos de risco, os quais quando expostos a episódios de calor intenso, apresentam maior probabilidade de desenvolver esses sintomas. Um desses grupos é constituído pelos idosos, sobretudo aqueles que apresentam idades iguais ou superiores a 75 anos, aos quais é necessário dar um maior apoio e atenção.
Outros dos grupos são os bebés e as crianças, uma vez que o calor coloca-os ao risco de desidratação rápida, pois estes são mais sensíveis (a termo regulação é menos eficaz e a quantidade relativa de água que possuem no seu peso corporal é mais importante do que nos adultos). Por outro lado, importa também evidenciar que as crianças quando precisam de satisfazer as suas necessidades hídricas, normalmente necessitam de ajuda, sendo por isso essencial sempre o acompanhamento de um responsável.
No que se refere aos trabalhadores que se encontram expostos a condições ambientais adversas também são considerados um grupo de risco, pois no Verão em muitas actividades laborais, quer pela sua natureza quer pela inadequabilidade dos espaços onde estas são desenvolvidas, é necessário que os trabalhadores possuam informação face às consequências que a exposição às radiações ultravioletas (UV) pode trazer.
Assim, no sentido de mitigar os efeitos nefastos provocados por temperaturas ambientais elevadas, é importante que se adoptem medidas para assegurar que tanto os idosos, as crianças ou os trabalhadores tenham condições necessárias para viver, ficando sempre protegidos contra as condições atmosféricas.
Ainda respeitante a esta temática constatou-se o interesse na elaboração de um placar para colocar no Centro de Saúde de Moura para poder informar os utentes, os profissionais de saúde e os demais visitantes deste local. Este placar intitula-se “Quando o calor chega” possui informação sobre quais as pessoas que nesta altura do ano estão mais susceptíveis ao calor, bem como as doenças que podem surgir quando existem situações extremas de exposição ao calor intenso e, ainda é possível verificar algumas recomendações importantes de se adoptarem quando chegam as temperaturas altas. Ficam algumas imagens deste belo placar.
Em relação à vistoria efectuada à Unidade Privada de Saúde (Policlínica) relatada na semana anterior, foi altura de efectuar o relatório da vistoria. A nível das condições higio-sanitárias e de funcionamento o estabelecimento cumpre os requisitos previstos na legislação em vigor para o tipo de actividade em questão. Irei apenas salientar o número de instalações sanitárias, uma vez que ainda não se sabe que tipo de especialidades que o estabelecimento vai possuir, é importante ter em atenção esta questão, pois poderá ser necessário a existência de mais.
Para dar seguimento às visitas efectuadas às habitações de algumas pessoas, de forma a melhorar as condições na sua habitação, realizaram-se quatro visitas. Eu verifiquei as condições de duas casas, ficando as duas restantes a cargo da minha colega de estágio Cátia.
Este tipo de intervenção que estamos a desenvolver em parceria com o Centro Social é deveras importante e gratificante enquanto Técnica de Saúde Ambiental, pois o nosso objectivo assenta em melhorar a qualidade de vida da população. No entanto, neste caso em concreto é necessário agir de forma coerente, pois é sempre delicado alterar comportamentos/mudar mentalidades que já estão enraizadas há muito tempo. Importa informar estas pessoas para os riscos que as suas habitações possuem, apresentando soluções eficazes para combater este tipo de situação.
Em relação, às duas habitações que tive a oportunidade de visitar, verificou-se algumas diferenças entre ambas. A primeira casa apresentava boas condições higio-sanitárias, contudo a única situação mais crítica são as inúmeras escadas que esta casa possui. A residente é uma pessoa idosa, que vive sozinha e passa a maior parte do tempo no Centro Social, ou seja vai a casa basicamente para passar a noite e pouco mais. Após a conversa com a assistente social que me acompanhou, constatei que esta senhora tem a ajuda de pessoas para lhe efectuarem a limpeza e arrumação da casa.
A segunda casa era habitada por um casal. A casa possui grandes dimensões, sendo que possuem alguns animais, como por exemplo, galinhas, pombos, um cão. A higienização dos locais onde estão estes animais instalados deveria ser melhorada, devido ao cheiro por vezes, intenso dos animais. Ao nível das condições de higiene, verifiquei que necessitavam de ajuda neste sentido, mas a assistente social indicou-me que já tinham tentado ajudá-los, mas o senhor refere que não precisam, pois ele consegue fazer a higiene dos dois. De facto é bastante complexo mudar a forma de pensar deste senhor, é um trabalho árduo que terá de ser feito periodicamente, mas certamente que a equipa do Centro Social vai conseguir alcançar este objectivo. Ao nível das instalações da habitação apurei que era fundamental uma reorganização do espaço, pois existiam muitos objectos dispersos pela casa. Em relação, à limpeza também era importante o auxílio de um familiar/amigo ou outro tipo de pessoa para ajudar estas duas pessoas. Neste local também existe um aspecto menos bom que é a existência das escadas. Contudo, o filho deste casal já colocou um suporte por forma, a diminuir um pouco os acidentes ao nível das escadas. Penso que a questão das escadas ficaria resolvida com a colocação de fita antiderrapante, embora a melhor opção era não existirem, mas obviamente que não pode acontecer.
Estas visitas para mim foram extremamente marcantes, pois entrar nas casas das pessoas, poder ter acesso a estilos de vida e a realidades diferentes é uma mais-valia. Com este tipo de visitas verifico que por vezes dou valor a coisas tão insignificantes, que não interessa a pena me aborrecer. É mesmo enriquecedor e tenho aprendido muito com este tipo de acções. São momentos marcantes que vão acompanhar-me ao longo da minha vida.
Durante esta semana, efectuou-se uma vistoria a um Estabelecimento de Indústria e Comercio de Produtos Alimentares para verificação das condições higio-sanitárias e de funcionamento. Em relação aos requisitos previstos para o tipo de actividade em questão, verificou-se que era necessário dar cumprimentos aos seguintes pontos:
è Em relação à zona de armazenagem é necessário que exista uma adequada organização do espaço, de modo a evitar as caixas de cartão que estavam presentes no local, uma vez que este tipo de material atrai o aparecimento de pragas;
è As instalações sanitárias não devem comunicar directamente para os locais de trabalho, desta forma era importante a colocação de uma molas de retorno nas portas de modo a estas ficarem fechadas;
è Ao longo de todo o estabelecimento verificou-se a existência de panos da loiça, quer para tapar o sol numa janela, quer para limpeza dos utensílios utilizados na zona de fabrico, como na sua de embalamento. Estes panos são bastante difíceis de higienizar, embora a responsável afirma-se que efectua a troca com muita regularidade, o facto é que alguns microrganismos ficam fixados nas toalhas sendo quase impossível a sua remoção total.
Documentação legal utilizada para esta vistoria em questão:
·         Portaria n.º53/71 de 3 de Fevereiro que integra o Regulamento Geral de Segurança e Higiene do Trabalho nos Estabelecimentos Industriais tendo por objectivo a prevenção técnica dos riscos profissionais e a higiene nos estabelecimentos industriais;
·         Decreto-Lei n.º 243/86 de 20 de Agosto, que aprova o Regulamento Geral de Higiene e Segurança do Trabalho nos Estabelecimentos Comerciais, de Escritório e Serviços.
Para os consumidores é de extrema importância que os alimentos que ingerem sejam seguros e adequados para o consumo humano. As doenças alimentares constituem uma das principais preocupações ao nível da Saúde Pública, principalmente nos grupos mais vulneráveis como crianças e idosos. Os microrganismos na sua maioria levam ao aparecimento de toxinfecções alimentares quando ingeridos em grande número ou quando as suas toxinas estão presentes nos alimentos. Assim sendo, uma boa higiene e um comportamento adequado evitam a contaminação dos alimentos a nível biológico (microrganismos), químico (detergentes) e físico (cabelos).                      (http://www.saudepublica.web.pt/)
Posto isto, é fundamental existir uma vigilância eficaz sobre este tipo de estabelecimentos, de modo a evitar possíveis consequências nefastas para a saúde humana causadas pela ineficaz higiene dos alimentos.
Neste sentido, é indispensável a realização destas vistorias para garantir que a higiene alimentar está a ser efectuada de forma adequada, sempre tendo em conta os requisitos específicos de boas práticas de higiene e segurança nos estabelecimentos em questão.
Para concluir esta semana de estágio realizou-se a elaboração dos diplomas para as sessões que se irão desenvolver, tanto para os participantes como para os formadores que vão orientar as acções.
Pretendo apenas deixar uma informação deveras importante, sendo ela a seguinte. Já dispomos de uma acção de sensibilização agendada para o dia 25 de Maio, pelas 14h30m, no Centro de Saúde de Moura, intitulada “Como prevenir os Acidentes Domésticos?” onde pretendemos sensibilizar o público-alvo para a prevenção de quedas e outros acidentes que ocorrem na sua habitação. Desta forma, iremos transmitir algumas recomendações fundamentais, exemplificando sempre imagens para ser mais fácil a compreensão destas pessoas. Por conseguinte, iram estar evidenciadas imagens sobre esta sessão, mais concretamente, o Cartaz de Divulgação, a Ficha de Inscrição e o Convite distribuído por algumas pessoas com a ajuda das Enfermeiras do domicílio, como também da Nutricionista e da Fisioterapeuta. Desta já o nosso muito obrigado pela ajuda destas profissionais que nos ajudaram a fazer a divulgação da acção.

E assim, termino mais uma semana de estágio, sempre repleta de muitas actividades e com a vontade sempre de poder desenvolver mais e melhor.
Como Técnicos de Saúde Ambiental é primordial melhorar a vida das populações, contudo ao longo do percurso profissional vão existir muitas barreiras que se têm de ultrapassar, mas a vida é feita de obstáculos e cabe a cada um definir qual é o seu melhor caminho para que sejam ultrapassados.
                                                                                   
“A Saúde Ambiental compreende os aspectos da saúde humana (incluindo a qualidade de vida) que são determinados por factores físicos, químicos, biológicos, sociais e psicológicos do ambiente. Também inclui a avaliação, a correcção, a redução e a prevenção dos factores no ambiente que, potencialmente, podem afectar de forma adversa a saúde das gerações presentes e futuras. “
Plano Nacional de Saúde 2004/2010

Obrigada a todos pela atenção :)

domingo, 22 de maio de 2011

7ª Semana - 09 a 13 Maio

Esta semana foi mais curta, uma vez que ocorreu o baile de finalistas e a bênção das pastas. No entanto, como o tempo foi organizado da melhor forma, foi possível realizar todas as actividades a que inicialmente nos tínhamos proposto.
Durante esta semana, foi realizada uma vistoria às instalações de uma Unidade Privada de Saúde (Policlínica) para verificação das condições higio-sanitárias e de funcionamento. Neste local existia uma recepção/secretaria, uma sala de espera, um gabinete médico, um gabinete de consulta para tratamentos de medicina dentária provida de uma sala de apoio, uma instalação sanitária e, uma zona de cacifos para os funcionários poderem colocar os seus pertences. Verificou-se que no geral o estabelecimento cumpre com os requisitos previstos para o tipo de actividade que se propõem a desempenhar. Foi utilizada a seguinte legislação:
¯ Portaria n.º 268/2010 de 12 de Maio, que estabelece os requisitos mínimos relativos à organização e funcionamento, recursos humanos e instalações técnicas para o exercício da actividade das clínicas ou consultórios dentários;
¯ Orientação da Direcção-Geral da Saúde relativa à vigilância sanitária de clínicas e consultórios dentários n.º009/2011, de 30 de Março;
¯ Lei n.º102/2009 de 10 de Setembro que regulamenta o regime jurídico da promoção e prevenção da segurança e da saúde no trabalho;
Durante esta semana realizou-se uma vistoria a um jardim-de-infância para verificar as condições de segurança, higiene e saúde, através do preenchimento de um formulário de avaliação enunciado na Circular Normativa da DGS n.º 12/DSE, de 19/11/06 (Anexo II).
A adopção das medidas propostas visam melhorar as condições do edifício e o bem-estar, não só das crianças, mas também de todos os que estão inseridos na comunidade escolar. Neste local constatou-se a existência de alguns incumprimentos que eram importantes de serem alterados, como por exemplo:
P  Os materiais utilizados no fabrico dos equipamentos do espaço de jogo e recreio devem ser duráveis e de fácil manutenção;
P  Os equipamentos do espaço de jogo e recreio não devem possuir arestas vivas ou superfícies rugosas susceptíveis de provocar ferimentos e superfícies que provoquem queimaduras quer por contacto quer por fricção;
P  O baloiço deve possuir características apropriadas de amortecimento dos choques, através do encabeçamento dos topos frontal e posterior do assento do baloiço por uma bordadura em material adequado a essa finalidade, de modo a evitar lesões se um desses elementos atingir o utilizador ou um terceiro. A sua colocação deve permitir a apreensão do movimento pendular e impedir o acesso pela retaguarda do equipamento;
P  A manutenção dos equipamentos e superfícies de impacte deve ser assegurada;
P  A instalação sanitária acessível a pessoas com mobilidade condicionada deve inscrever uma zona de manobra não afectada pelo movimento de abertura da porta de acesso, que permita uma rotação de 360º;
P A porta de acesso a instalações sanitárias onde sejam instalados aparelhos sanitários acessíveis deve ser de correr ou de batente abrindo para fora.
Nota:
§  Após a realização desta vistoria ao estabelecimento colocou-se os dados na página da internet da Direcção-Geral da Saúde, (www.dgs.pt).
§  A legislação utilizada foi o Decreto-Lei n.º 379/97, de 27 de Dezembro que estabelece as condições de segurança a observar na localização, implantação, concepção e organização funcional dos espaços de jogo e recreio e o Decreto-Lei n.º 163/2006, de 8 de Agosto que tem por objecto a definição das condições de acessibilidade a satisfazer no projecto e na construção de espaços públicos, equipamentos colectivos e edifícios públicos e habitacionais.
Uma vez que a escola é um local essencial para o desenvolvimento das crianças, onde estas passam grande parte do seu tempo, é importante que esta esteja devidamente equipada e com as condições de higiene, segurança e saúde necessárias. Estas condições vão ajudar a promover o bem-estar das crianças, professores, educadores e auxiliares.
Assim é, imperativo que existam as vistorias às escolas realizadas por Técnicos de Saúde Ambiental, para que sejam analisados e corrigidos os pontos que não se encontrem de acordo com a legislação estabelecida e, posteriormente melhorar o meio em que a comunidade escolar está inserida.
“A escola ocupa um lugar central na ideia de saúde. Aí aprendemos a configurar as ‘peças’ do conhecimento e do comportamento que irão permitir estabelecer relações de qualidade. Adquirimos, ou não, ‘equipamento’ para compreender e contribuir para estilos de vida mais saudáveis, tanto no plano pessoal como ambiental (estradas, locais de trabalho, praias mais seguras), serviços de saúde mais sensíveis às necessidades dos cidadãos e melhor utilizados por estes.”
(Constantino Sakellarides, in Rede Europeia e Portuguesa de Escolas Promotoras de Saúde.1999)
No decorrer desta semana de estágio efectuou-se uma reunião com a Directora do Centro Social da Amareleja, de forma a apresentar a nossa proposta face ao tema do calor. Pretende-se assim, realizar uma acção de formação para os profissionais e para os utentes deste local, de forma a evidenciar as consequências negativas que o tempo mais quente pode provocar, bem como sensibilizar estas pessoas sobre os cuidados a adoptar quando as temperaturas altas chegam.
A palavra Calor pode ser definida como a quantidade de energia térmica transferida. Assim, quando calor entra num corpo, aquece, e quando sai do corpo, arrefece. As actividades que os seres humanos e mesmo as plantas conseguem fazer através do recurso ao Sol são muitas.
Em 1877, Downes e Blunt descobriram que a luz solar tem a capacidade de destruir as bactérias e limpar o organismo, sendo identificada como um dos melhores desinfectantes e assassino de germes. Até 1940, quando os antibióticos se começaram a generalizar, a terapia da luz, realizada através do Sol, assumiu uma importância bastante grande.
Por isso mesmo, diz-se que apanhar Sol nos horários correctos faz muito bem a saúde e é indispensável. Para além desse facto é importante referir que o Sol é uma fonte de vitamina D e quando estamos expostos ao Sol o organismo absorve esta vitamina. A vitamina D, ao ser absorvida pelo organismo, ajuda a combater doenças como o raquitismo, a osteoporose (que afecta a terceira idade) e também é óptima na prevenção de alguns tipos de cancro, como: o cancro da mama, ovário,colo do útero e até o cancro da próstata.  A vitamina D é responsável por manter os ossos fortes, o funcionamento dos sistemas imunológico, cardíaco, neurológico e também de toda a musculatura do corpo.
No entanto, é fundamental estarmos alerta e tomarmos bastantes precauções, uma vez que com a chegada das alterações climáticas o Sol, apesar de benéfico, traz consigo na maioria das situações bastantes complicações para a Saúde, sendo muitas delas a visíveis a longo prazo. Desta forma, é muito importante que o tema do calor seja abordado para as pessoas idosas, uma vez que são um grupo que implica mais cuidados e medidas de protecção mais alargadas.
“O grupo mais vulnerável ao calor são as pessoas idosas, por não terem grande percepção das alterações de temperatura. Desta forma, é necessário que exista uma atenção especial com este grupo.”
Fonte: Direcção Geral da Saúde
Foi efectuada uma vistoria a um Posto de Saúde para verificar as condições de acessibilidades que nela estão presentes. Após a visita, verificou-se a necessidade de alteração de alguns aspectos, de forma a melhorar as condições de acessibilidades neste local. Neste sentido os aspectos verificados foram os seguintes: os corredores de circulação estejam desobstruídos para facilitar a passagem de pessoas com mobilidade condicionada, como também de macas e outro tipo de equipamentos que necessitem de passar nestes locais. Importa também que as rampas possuam corrimãos de ambos os lados para que as pessoas que tenham mais dificuldade em andar possam apoiar-se nestes suportes. No que se refere às instalações sanitárias, deve existir uma acessível para pessoas com mobilidade condicionada. Os aparelhos adequados ao uso de pessoas com mobilidade condicionada, podem estar integrados numa instalação sanitária conjunta para pessoas com ou sem limitações de mobilidade, ou caso seja possível a construção de uma instalação sanitária especifica para as pessoas com mobilidade condicionada seria o mais favorável.
Este tipo de vistoria é deveras importante, porque as pessoas que possuam algum tipo de deficiência tem os mesmos direitos e deveres que qualquer outro ser humano. No que concerne a esta temática ainda existe algum desconhecimento por parte da população em geral, face às pessoas com algum tipo de deficiência. O desenvolvimento deste tema tem vindo a ser cada vez mais trabalhado para que a discriminação sobre estas pessoas seja ultrapassada. É essencial que o acesso a locais como por exemplo, centros de saúde, escolas, museus, tribunais, câmaras municipais, hotéis, cinemas, restaurantes, centros comerciais, piscinas, parques infantis, etc, seja tido em conta para que as pessoas com dificuldade em mobilidade se sintam integradas na sociedade, independentemente da sua classe social, económica ou cultura, pois de uma forma ou de outra, somos diferentes mas todos iguais.
Segundo os Censos de 2001, apenas um terço dos edifícios de habitação não é acessível. No entanto, se restringirmos este universo aos edifícios de habitação com mais de um piso, a percentagem dos edifícios não acessíveis sobe para cerca de 43%. Tendo em consideração que cerca de 70% das habitações se localizam em edifícios com mais de um piso, pode-se concluir que cerca de 40% das habitações não são acessíveis. Os resultados dos Censos de 2001 indicaram também que 37,4% das pessoas com deficiência residia em edifícios não acessíveis. São números bastantes impressionantes e que com o empenho e ajuda das mais diversas entidades é possível mudar estas percentagens, no sentido de melhorar a qualidade de vida destas pessoas.
Documentação que serviu de suporte para desenvolver esta vistoria:
Ü  Decreto-Lei n.º 163/2006, de 8 de Agosto que tem por objecto a definição das condições de acessibilidade a satisfazer no projecto e na construção de espaços públicos, equipamentos colectivos e edifícios públicos e habitacionais.
Pela primeira vez tive a oportunidade de realizar uma vistoria técnica às instalações de uma piscina, onde foi feita uma avaliação das condições de instalação e funcionamento da piscina em questão. Para esta vistoria foi utilizada a check-list que se encontra inserida na Circular Normativa da Direcção-Geral da Saúde n.º 14/DA, de 21/08/09, no Anexo II – A – Avaliação das condições de instalação e funcionamento de piscinas.
Com o aumento gradual da procura de piscinas para actividade desportivas, recreativas e terapêuticas as mais diversas instituições, entidades públicas e privadas têm tentado responder aos utilizadores colocando à sua disposição um maior número de piscinas. No entanto, embora o número de piscinas aumente é fundamental ter em atenção diversas questões sobre a qualidade da água, por exemplo: temperatura, ausência ou insuficiência de agente desinfectante, deficiências na renovação da água, como também as suas características estruturais, como as saídas de emergência que por vezes são em numero insuficiente, a ausência em muitas piscinas de acessibilidades a cidadãos com mobilidade condicionada, e ainda as condições de funcionamento, por exemplo, a formação insuficiente dos responsáveis pelo tratamento da água, e em algumas piscinas a existência de nadadores salvadores sem habilitação para tal.
Após a alusão de todos estes aspectos que são potenciais perigos em termos de Saúde Pública, a intervenção do Técnico de Saúde Ambiental é deveras importante uma vez que a vigilância sanitária da qualidade da água dos tanques e da água de consumo humano têm de ser realizada periodicamente, de forma a evitar possíveis riscos para a saúde e garantir a segurança dos utilizadores, trabalhadores e visitantes que frequentem estes locais.
Segundo o Decreto-Lei n.º 82/2009 de 2 de Abril, na sua alínea a) do número 3 do artigo 5º, compete às autoridades de saúde “vigiar o nível sanitário dos aglomerados populacionais, dos serviços, estabelecimentos e locais de utilização pública e determinar as medidas correctivas necessárias á defesa da saúde publica.”

E foi assim que esta semana curta, mas de muito trabalho realizado terminou.
Obrigada a todos pela atenção.

Não posso findar, sem antes referir o seguinte:

Viva o I Curso de Saúde Ambiental :)